I may be paranoid, but no android


The happiness is only real when it’s shared

 

Há uma onda de filmes com finais não necessariamente “e viveram felizes para sempre”, o que é muito bom, porque tendem a nos desafiar a pensar. Na Natureza Selvagem, filme roteirizado e dirigido pelo ótimo e controverso Sean Penn, é um bom exemplo. Baseado em livro homônimo de Jon Krakauer, Na Natureza Selvagem conta a história verídica de Chris McCandless [Emile Hirsch, que dá um show!], um jovem de classe média norte-americana que após a sua graduação decide doar sua poupança de U$ 24,000 para uma ONG e, sem avisar sua família, parte em direção a uma viagem de 2 anos que mudará sua vida. A incursão por lugares desconhecidos e destino a princípio incerto revela-se como uma fuga de sua realidade materialmente confortável, do convívio difícil com os pais, daquilo a que está predestinado a se tornar. Em busca de liberdade, do desapego às coisas e ao dinheiro, Chris, auto-batizado Alexander Supertramp, torna-se andarilho por convicção, conhece em diferentes situações pessoas que irão tocar sua vida e escolhe o Alasca como meta. Com planos abertos e ótima fotografia, somos apresentados às mais belas paisagens da natureza, em suas diversas manifestações, e levados a presenciar as aventuras que delineiam as descobertas e os amadurecimentos de Alex. Repleto de citações literárias através do conhecimento de Alexander – ele se mostra fã de Jack London, Leon Tolstoi e Henry David Thoreau – e com uma trilha sonora primorosa a cargo de Eddie Verder [Pearl Jam], Na Natureza Selvagem é construído pela narração da irmã de Alex [uma visão exterior sobre ele] e pelos escritos do próprio Alex sobre a sua viagem. O filme trata sobretudo da ousadia que pouquíssimas pessoas têm de renunciar uma vida de falsos confortos para ir em busca de uma vida com sentido [no caso de Alex, foi sozinho, num lugar longe da civilização, rodeado por natureza]. E ainda que a jornada não termine como o imaginado, se você conseguir encontrar algumas respostas, então terá valido a pena. Um filme simplesmente arrebatador!

 

 



Escrito por Tatá Ninômia às 12h17 AM
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Quando penso em músicas fofas, logo penso em:

 



Escrito por Tatá Ninômia às 11h53 PM
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Johnny Depp, Javier Bardem e Daniel Day-Lewis são ótimas razões para se assistir a, respectivamente, Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, Onde os Fracos Não Têm Vez e Sangue Negro.

 

Se há um ser na Terra suspeito para falar sobre os filmes de Tim Burton, esse ser sou eu. Os Fantasmas Se Divertem, Edward Mão de Tesoura, Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Peixe Grande, A Noiva-Cadáver... ufa... fazem parte da lista dos meus filmes favoritos. A visão peculiar que ele imprime em seus filmes me fascina. E não há triângulo que funcione melhor do que Tim Burton–Helena Bonham Carter–Johnny Depp, na minha modesta opinião. Visualmente, Sweeney Todd... é um filme de Tim Burton, não há discussão. O que mais atiçou minha curiosidade foi o fato de se tratar de um musical, no termo estrito da palavra. Então quem não suporta cantorias substituindo diálogos, esqueça! Eu, como fã do gênero, adorei cada momento do filme. Ver Johnny Depp cantando já valeu o ingresso.

 

Onde os Fracos Não Têm Vez pode não ser O FILME de Ethan e Joel Cohen, embora tenham ganhado prêmios mundo afora (incluindo o Oscar de Melhor Filme – mas vide Martin Scorcese que ganhou o Oscar por um de seus filmes menores, acho, um Oscar muito mais de conjunto da obra do que por um filme específico). Muitos dirão que não é o melhor dos irmãos Cohen, o que não diminui a qualidade do filme. O filme trata de uma violência esvaziada em si mesma, de uma forma pesada e leve ao mesmo tempo. Com um final atípico, acho que as pessoas preguiçosas ou simplesmente acostumadas com o THE END tradicional vão detestar o filme. Acho. O elenco está impecável. Sem falar que Anton Chigurh de Javier Bardem é de deixar qualquer um petrificado na poltrona. Sensacional!! Sou fã do espanhol desde Carne Trêmula, de Pedro Almodóvar. O olhar psicopata e cabelo playmobil de Jaiver Bardem, ou melhor, Anton Chigurh, já valeu o ingresso.

 

Fãs de Magnólia e Boogie Nights (não tanto Embriagado de Amor, filme do qual tenho minhas reservas, nada pessoal) aguardavam ansiosos pelo novo trabalho de Paul Thomas Anderson. (Eu me incluo neste grupo!). Então, um filme de PTA, com Daniel Day-Lewis e original music de Jonny Greenwood, já seria abusar demais da ansiedade. Sangue Negro conta a saga de um homem do petróleo que no início do século XX começa do nada e faz fortuna no meio-oeste norte-americano à base de muita esperteza, visão e, principalmente, ganância. Depois do Daniel Plainview de DDL é impossível conseguir imaginar outro ator interpretando esse homem do subsolo, meio dostoievskiano. Day-Lewis se transforma em Plainview de uma forma assustadora. Ele é um gênio! Não é à toa que em 10 anos fez apenas 4 filmes, incluindo Sangue Negro, o qual lhe rendeu vários prêmios em festivais do mundo todo. O “I drink your milkshake” de Daniel Day-Lewis encarnado em Daniel Plainview com certeza já valeu o ingresso.

 

  



Escrito por Tatá Ninômia às 12h49 AM
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FIC Brasília 2007

Talvez não tenha aproveitado tanto quanto gostaria o FIC Brasília 2007, mas dois filmes já valeram o festival para mim: o filme ganhador da Palma de Ouro em Cannes ano passado, o romeno 4 meses, 3 semanas e 2 dias (4 luni, 3 saptamâni şi 2 zile), de Cristian Mungiu; e o predestinado a ser cult I'm not there, de Todd Haynes.

A experiência de assistir ao primeiro desperta qualquer sentimento, menos apatia. Polêmico no tema – o aborto – 4 meses... foca o drama de duas estudantes universitárias que, numa Romênia pré-queda Muro de Berlim, na segunda metade dos anos 1980, têm de se desdobrar para impedir uma gravidez indesejada. Na verdade, o holofote recai sobre a personagem Otilia, brilhantemente interpretada por Anamaria Marinca, a amiga que faz de (quase) tudo – literalmente – para que Gabriela 'Gabita' Dragut (Laura Vasiliu), a amiga grávida, consiga resolver seu “problema”. Desenrolada num único dia, toda a ação do filme passa por Otilia, que absorta pela própria situação, parece realizar tudo sem questionamentos, de forma automática (o que me faz lembrar a ótima cena do jantar na casa do namorado). É sobretudo um filme de silêncios inquietantes que não nos deixa, o público, sossegar passivamente na poltrona, seja pelo tema, seja pelas cenas fortes (necessárias sem ser apelativas), seja pela bela fotografia. Seja o que for, é um ótimo filme.

Agora, imagine 6 atores – Cate Blanchett, Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere, Heath Ledger e Marcus Karl Franklin – cada qual personificando uma época de Bob Dylan, um dos ícones da música de nosso tempo. Isto é I’m not there (2007). E mais, as 6 histórias subvertidas numa desordem ordenada, se isso for possível, em preto e branco ou em cores. Claro, a trilha sonora não poderia ser menos do que especial, afinal de contas trata-se da (inusitada) biografia de um rock-folk-star (por que não pop também?). De qualquer forma, talvez seja um filme que empolgue mais fãs de Bob do que um desavisado acostumado com os documentários de TV. Ah! E Cate Blanchett está mais do que comentada (positivamente) pela mídia por este papel, não sem razão.



Escrito por Tatá Ninômia às 11h17 PM
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Contagem regressiva para The Dark Knight

Christopher Nolan fez um ótimo trabalho com Batman Begins. Pelo trailer de The Dark Knight, parece que vem coisa muito boa por aí. Sem dizer que o Coringa de Heath Ledger promete ficar para a história. Seu talento fará falta à sétima arte.



Escrito por Tatá Ninômia às 11h13 PM
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